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	<title>BaixadaPédia &#187; Queimados</title>
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		<title>Queimados</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Sep 2009 22:07:20 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Queimados é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º42&#8242;58&#8243; de latitude sul e 43º33&#8242;19&#8243; de longitude oeste, a uma altitude de 29 metros. A população aferida na contagem do IBGE em 2008 foi de 137.870 habitantes.
Ocupa uma área de de 76,921 km², integrando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Queimados</strong> é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º42&#8242;58&#8243; de latitude sul e 43º33&#8242;19&#8243; de longitude oeste, a uma altitude de 29 metros. A população aferida na contagem do IBGE em 2008 foi de 137.870 habitantes.</p>
<p>Ocupa uma área de de 76,921 km², integrando a Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Há três versões mais prováveis para seu nome. A primeira diz que, quando o imperador Dom Pedro I passou por aquela região, por ocasião da inauguração da estação de trem, viu uma grande queimada que estava sendo feita dos laranjais nos morros, e chamou o lugar de &#8220;Morro dos Queimados&#8221;.</p>
<p>A segunda diz que o nome é referente aos corpos de leprosos queimados, aos montes, que morriam num leprosário que ali existia, onde hoje se situa a Estrada do Lazareto, uma das principais vias do município. Há ainda uma terceira versão, que afirma que o nome da cidade provém dos escravos fugidos das fazendas, que eram mortos e tinham seus corpos queimados pelos seus senhores.</p>
<p>Passou a categoria de município em 1991, quando se emancipou de Nova Iguaçu.</p>
<h3><span id="Bairros_de_Queimados">Bairros de Queimados</span></h3>
<ul>
<li>Centro de Queimados</li>
<li>Fanchem</li>
<li>Paraíso</li>
<li>Jardim da Fonte</li>
<li>São Roque</li>
<li>Belmont</li>
<li>São Miguel</li>
<li>Inconfidencia</li>
<li>Parque Valdariosa</li>
<li>Meu Ranchinho</li>
<li>Vila do Tinguá</li>
<li>Nossa Senhora de Fátima</li>
<li>Nossa Senhora do Glória</li>
<li>Campo da Banha</li>
<li>Jardim Queimados</li>
<li>Ponte Preta</li>
<li>Parque Eldorado</li>
</ul>
<h3><span id="Prefeitos">Prefeitos</span></h3>
<ul>
<li>1993 &#8211; 1996 &#8211; Jorge Cesar Pereira da Cunha &#8211; &#8220;<em>Dr. Jorge</em>&#8220;</li>
<li>1997 &#8211; 2000 &#8211; Azair Ramos da Silva</li>
<li>2001 &#8211; 2004 &#8211; Azair Ramos da Silva</li>
<li>2005 &#8211; 2008 &#8211; Carlos Rogério dos Santos &#8211; &#8220;<em>Rogério do Salão</em>&#8220;</li>
<li>2009 &#8211; 2012 &#8211; Max Rodrigues Lemos</li>
</ul>
<p><span><br />
</span></p>
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		<title>Parque Eldorado</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:18:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Parque Eldorado é um bairro da cidade brasileira de Eldorado do Sul, no estado do Rio Grande do Sul.
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		<title>Vila do Tinguá</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:13:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Vila do Tinguá é um bairro próximo ao centro do município brasileiro de Queimados, estado do Rio de Janeiro.
Possui como principal avenida, a Avenida Tinguá , que liga o Centro de Queimados aos bairros de Fátima, Fanchem, Camorim e Paraíso.
Na avenida Tinguá acontece a feira de Queimados todos os domingos das 7 às 14 horas, [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Vila do Tinguá</strong> é um bairro próximo ao centro do município brasileiro de Queimados, estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Possui como principal avenida, a Avenida Tinguá , que liga o Centro de Queimados aos bairros de Fátima, Fanchem, Camorim e Paraíso.</p>
<p>Na avenida Tinguá acontece a feira de Queimados todos os domingos das 7 às 14 horas, com comidas típicas, mídias, artesanato, frutas, legumes, jornal, barracas de pastéis e outros. Lá acontece também o desfile anual de 7 de setembro.</p>
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		<title>Meu Ranchinho</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:11:09 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Meu Ranchinho é um bairro de Queimados (Estado do Rio de Janeiro, Brasil), localiza-se as margens da Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo &#8211; Rio de Janeiro, na entrada de Queimados.
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Meu Ranchinho</strong> é um bairro de Queimados (Estado do Rio de Janeiro, Brasil), localiza-se as margens da Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo &#8211; Rio de Janeiro, na entrada de Queimados.</p>
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		<title>Parque Valdariosa</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 20:07:26 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O bairro Parque Valdariosa, em Queimados (Estado do Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como Valdariosa ou Dom Bosco, em virtude da escola e do clube de futebol de mesmo nome (Escola Estadual Dom Bosco e Esporte Clube Dom Bosco), localiza-se as margens da Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo &#8211; Rio de Janeiro.
Para chegar [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O bairro <strong>Parque Valdariosa</strong>, em Queimados (Estado do Rio de Janeiro, Brasil), mais conhecido como <strong>Valdariosa</strong> ou <strong>Dom Bosco</strong>, em virtude da escola e do clube de futebol de mesmo nome (Escola Estadual Dom Bosco e Esporte Clube Dom Bosco), localiza-se as margens da Rodovia Presidente Dutra, sentido São Paulo &#8211; Rio de Janeiro.</p>
<p>Para chegar ao bairro,assim que se chega em Queimados pela Rodovia Dutra, deve-se seguir em direção ao centro e entrar na primeira a esquerda, rua do Colégio Estadual São Cristóvão, seguindo em frente até o ponto final da linha de õnibus Valdariosa.</p>
<p>Outra opção de ida até o Bairro é pela estrada dos Lazaretos no Centro do Município, seguindo em frente até a avenida Boa Viagem, no limite com o bairro do Eldorado, há uma ponte (Ponte do Valdariosa).</p>
<p>A versão mais provável para seu nome é de que os primeiros moradores do Bairro foram Valdair e Rosa e quando os conhecidos os visitavam falavam que estavam indo para a casa de Valdair e Rosa, com o desenvolvimento da cidade e a ocupação das terras naquela localidaede, criou-se o hábito de falar que aquele era o vilarejo de Valda<strong>i</strong>rosa, posteriormente Valdar<strong>i</strong>osa.</p>
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		<title>Fanchem</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:59:15 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Fanchem</strong> é um bairro do município brasileiro de Queimados, estado do Rio de Janeiro.</p>
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		<title>Centro (Queimados)</title>
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		<pubDate>Tue, 29 Sep 2009 19:53:23 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O Centro ou Centro de Queimados é um bairro do município brasileiro de Queimados. É onde se localiza a prefeitura do município e a maioria do comércio da região.
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			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Centro</strong> ou <strong>Centro de Queimados</strong> é um bairro do município brasileiro de Queimados. É onde se localiza a prefeitura do município e a maioria do comércio da região.</p>
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		<title>Baixada Fluminense</title>
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		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 20:22:56 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro (Brasil) que engloba desde a área da Baía da Ilha Grande até Campos dos Goytacazes, no limite com o Espírito Santo.
A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro (Brasil) que engloba desde a área da Baía da Ilha Grande até Campos dos Goytacazes, no limite com o Espírito Santo.</p>
<p>A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, no município da capital fluminense, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a baixada volta a estreitar-se uma sucessão de pequenas elevações, de 200 a 500 metros de altura, os chamados &#8220;maciços litorâneos fluminenses&#8221;. A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.</p>
<p>Concentra grande parte da população (cerca de 4/5) e do Produto Interno Bruto do estado do Rio de Janeiro).</p>
<h3>Formação política</h3>
<p>Atualmente, refere-se principalmente a antiga região da &#8220;Baixada da Guanabara&#8221;, cuja denominação caiu em desuso ainda no século XIX e engloba desde de Itaguaí até área do entorno da Baía de Guanabara (excluindo-se a região de Niterói-São Gonçalo), reunindo municípios com características sócio-culturais em comum.</p>
<p>Das regiões em que costuma ser dividido o Estado do Rio de Janeiro, é a segunda mais populosa, com <strong>mais de três milhões de habitantes</strong>, só sendo superada pela capital.</p>
<p>Quanto aos municípios que a compõem, há unanimidade com relação a Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita, todos ao norte da cidade do Rio de Janeiro. Alguns estudiosos também incluem Magé e Guapimirim (a leste), Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí (a oeste e noroeste).</p>
<h3>História &#8211; Um breve resumo</h3>
<p>Com a fundação da Cidade do Rio de Janeiro, o interior do estado começou a ser explorado, quando então surgem os engenhos de açúcar, igrejas e povoados. Neste cenário, os rios da região são fundamentais, concentrando as ocupações e trazendo os Tropeiros e toda a movimentação de mercadorias para a capital.</p>
<p>Baseada no açúcar e os engenhos, a Baixada impulsiona o crescimento da capital nos anos de 1700.</p>
<p>A Baixada Fluminense conheceu um certo desenvolvimento a partir do ciclo de mineração no Brasil, no século XVIII, quando foi importante corredor de escoamento do ouro de Minas Gerais. Mais tarde, já no século XIX, foi uma das primeiras regiões de plantio do café no Brasil.</p>
<p>Outro grande impulso econômico se deu com a criação da Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual E.F. Central do Brasil), já no Segundo Reinado (1840-1889), o que esvaziou as rotas tradicionais pelos rios e caminhos da região, mas faz surgir novas vilas e povoados, que hoje formam as principais cidades dessa região.</p>
<p>No início do século XX, a Baixada Fluminense começou a receber obras de drenagem, de forma a habilitá-la para receber a grande leva de migrantes vindos de outros cantos do país em busca de melhores condições de vida na então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, bem como diminuir os graves problemas de saúde, marcadamente os surtos de malária que assolavam a região. Na segunda metade deste mesmo século, ficou consolidada sua imagem como uma região de grandes problemas sociais e de violência urbana, que perdura até hoje.</p>
<h3>A História da Baixada Fluminense</h3>
<p><em>Extraído do IPAHB</em></p>
<p>Após a expulsão dos Franceses e o conseqüente aniquilamento dos índios Tupinambás, é fundada em 1565 a Cidade do Rio de Janeiro. Iniciava a partir desta data a distribuição de sesmarias em todo o recôncavo da Baía de Guanabara. Liberada a terra dos perigos que poderiam oferecer as comunidades indígenas, é dado início à penetração no seu interior através de seus principais rios. Nascia no seu entorno dezenas de engenhos de açúcar, construções de igrejas e pequenas povoações, muitas delas origem dos municípios de hoje.</p>
<p>As bacias dos rios Meriti, Sarapui, Iguaçu, Inhomirim, Estrela e Magé foram as primeiras a serem ocupadas. Em suas margens nascem os portos de embarque. Bastante movimentados com a presença de tropeiros e de embarcações que subiam e desciam levando mercadorias da Europa para os engenhos e destes com seus produtos para a cidade do Rio de Janeiro, além dos excedentes para o Reino. Os próprios portos eram transformados em importantes celeiros.</p>
<p>Os Engenhos de Cristóvão Barros em Magé no ano de 1567 e o de Salvador Correia de Sá na ilha do Governador, foram os primeiros a fumegar no atual território fluminense, após o fracasso da Capitania de São Tomé, de Pêro de Góis, com as suas fábricas de açúcar da Vila da Rainha e das margens do Itabapoana. Em 1584, menciona Anchieta “muitas fazendas pela baía dentro” e no ano seguinte diz ele ser a “terra rica, abastada de dados e farinhas e outros mantimentos, tem três engenhos&#8230;”</p>
<p>No século XVII o número de engenhos rapidamente crescia e o açúcar iria absorver quase toda a iniciativa dos fazendeiros do recôncavo da Guanabara. Cerca de 120 engenhos são levantados em torno da baía, e é o açúcar do recôncavo que vai afinal, como nos demais portos primitivos, erguer a economia da noviça cidade Rio de Janeiro. É também o açúcar o grande impulsionador do índice demográfico com a crescente entrada de africanos para as lavouras.</p>
<p>A paisagem natural vai deste modo modificando-se, fazendo aparecer os primeiros clarões nas florestas, não longe da entrada da baía começa a projetar toda uma população agrícola sobre os enflorestados morros do recôncavo e os intermináveis pântanos e alagadiços marginais.</p>
<p>O marco inicial da colonização no Vale do Rio Iguaçu foi a fazenda São Bento, teve sua origem nas terras doadas pela Marquesa Ferreira ao mosteiro de São Bento em 1596. Esta herdeira era viúva de Cristóvão Monteiro, primeiro proprietário das sesmarias ofertadas por Estácio de Sá no ano de 1565 em terras hoje pertencentes à cidade de Duque de Caxias.</p>
<p>Nesse local, os monges Beneditinos fizeram erguer inicialmente uma capela dedicada a Nossa Senhora das Candeias. No século XVIII, as terras passaram para as mãos da irmandade de N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos.</p>
<p>Era também sede de grande fazenda de São Bento, cuja atividade econômica baseava-se na produção de farinha de mandioca e na fabricação de tijolos.</p>
<p>Esta penetração teve início também com a fundação das primeiras igrejas e capelas. Uma das regiões logo de começo exploradas foi a das bacias do Meriti, do Sarapui e do Iguaçu.</p>
<p>É improvável, no entanto de fácil compreensão, que os primeiros núcleos de povoação não surgiram em torno de uma atividade puramente econômica, o colonizador era um homem extremamente devoto, ou quando não, demonstrava a sua religiosidade como forma de justificar o aquinhoamento de longas extensões de terras em nome da fé católica.</p>
<p>A presença das capelas e igrejas numa determinada região, demonstrava a importância que aquele território representava perante o poder secular e o poder eclesiástico. Essa célula inicialmente embrionária daria o surgimento de uma aldeia, uma freguesia, uma vila e mais tarde uma cidade.</p>
<p>Meriti assim teve as seguintes capelas descritas por Pizarro: a de São João Baptista, fundada pelos moradores de Trairaponga em 1645, em local desconhecido. Esta Capela funcionou como Matriz até o ano de 1660. Com o crescimento de uma vila próximo ao Rio Meriti (atualmente centro da Pavuna e do Município de Meriti), mandou-se construir em 1660 uma outra de pedra e cal (na Pavuna), transferindo inclusive a pia batismal, o que demonstraria a importância que este sítio assumia junto ao porto da Pavuna, que naquele momento já contava com uma grande quantidade portos, que escoavam a produção agrícola como o milho, a mandioca, o feijão, o arroz, legumes, o açúcar e a aguardente e ao mesmo tempo recebia os produtos importados, já que a localidade da Pavuna e Meriti, além de serem portos fluviais era também o melhor ponto onde se entrava na Baixada pelos caminhos de terra firme, assim funcionava na localidade da Pavuna e do Meriti um verdadeiro entreposto comercial com toda a infra-estrutura com armazéns, trapiches, vendas e hospedarias. Por aqui passaram as pedras, azulejos, santos, móveis, pratarias, e outras quinquilharias que serviriam para ornamentar igrejas e fazendas que se construíram nas freguesias de Meriti e Jacutinga.</p>
<p>O ciclo do ouro ocorrido no interior do Brasil, traria importância para a ampliação dos caminhos da baixada. Após o abandono do Caminho dos Guaianazes que partia de Parati, abriu-se um novo caminho através da Baixada com ligação direta entre o Rio de Janeiro e as Minas, era o Caminho Novo de Garcia Paes em 1704 – passando por Xerém, Pilar e descendo o Rio Iguassú até o Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1724 abriu-se outro por Bernardo Soares de Proença, descendo a Serra de Estrela, atingia o Rio Inhomirim e o Estrela, onde existia o porto e indo em direção do Rio de Janeiro. Formando ai um importante Arraial que se transformou em Vila em 20 de Julho de 1846. A Vila da Estrela foi próspera, por ela passou a maior parte do ouro produzido na região das gerais, era o ponto final do caminho que durante mais de século recebia todos que se dirigiam ao interior.</p>
<p>Pelas águas do Rio Iguassú desceram a produção de café do vale do Rio Paraíba do Sul, atravessando a Baía em direção a cidade do Rio de Janeiro. Seu porto com uma dezena de armazéns em sua volta, atraiu para a localidade um grande contingente populacional, que se dedicaram nas mais diversas atividades de serviços, o arraial cresceu e virou vila em 15 de Janeiro de 1833. Era a mais próspera das Vilas Fluminenses, possuidora de todos os Órgãos Públicos.</p>
<p>O café foi plantado também nas encostas da serra do mar em Iguassú no século XIX, gerou tanta riqueza que promoveu a abertura em 1822 pela Real Junta do Comércio uma nova estrada a do &#8220;Comércio&#8221;, ligando-se também a outra posteriormente construída a estrada da polícia que passava por Belém, dirigindo- se ao Rio Preto, este caminho passou a denominar-se &#8220;Caminho do Comércio”, porém, só a partir de 1837 começaram os estudos para o seu calçamento, cujo trabalho ficou sob responsabilidade do coronel de engenheiros, Conrado Jacob de Niemeyer.</p>
<p>Na primeira metade do século XIX o mundo conhecia a segunda fase da revolução industrial &#8211; a dos transportes. A grande novidade era o barco a vapor e a locomotiva sobre trilhos. No Brasil, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, lançava com o apoio de capitais privados, a primeira ferrovia ligando o Porto Mauá – depois Estação da Guia de Pacopaíba à Fragoso e Inhomirim no pé da serra da Estrela, num percurso de 15,5 km.</p>
<p>Esta inauguração lançou as bases de uma grande transformação que se operaria ao longo da 2ª metade do século XIX, mudando completamente a configuração da geografia urbana da baixada. A ferrovia num movimento retilíneo rasgou a baixada, diferentemente do caminho seguido pelos rios em meandros. Para a construção das ferrovias aterraram-se pântanos e brejos e desmatou florestas, de forma que a natureza sofreu grandes agressões.</p>
<p>No entanto, as grandes transformações ocorreram no processo de ocupação humana. A primeira linha de construção foi em direção à região produtora de café. A Estrada de Ferro Pedro II (hoje Central do Brasil), chegou às cidades das encostas da serra do Gericinó e sul da serra do Mar em 1858 juntamente com Maxambomba (atual Nova Iguaçu), Queimados e Japeri.</p>
<p>Em 1876 com o objetivo de captar água para a cidade do Rio de Janeiro foi construída a estrada de Ferro Rio D’Ouro, à medida que avançava ia transportando os tubos de ferro e demais materiais completando as obras de construção das redes de abastecimento d’água. No entanto, foi somente em 1883 ainda em caráter provisório que começaram a circular os primeiros trens de passageiros que partiam do Caju em direção à represa Rio D’Ouro. Mais tarde esta ferrovia foi dividida em três sub-ramais: Ramal de São Pedro, hoje Jaceruba; ramal de Tinguá, que se iniciava em Cava (Estação José Bulhões); e o ramal de Xerém, partindo de Belford Roxo.</p>
<p>Em 23 de abril de 1886 é inaugurada a Estrada de Ferro Leopoldina Railway, concessionária da The Rio de Janeiro Northern Railway Company – era a primeira concessão para uma estrada de Ferro que, partindo diretamente da cidade do Rio de Janeiro, alcançava a região serrana de Petrópolis.</p>
<p>A 28 de fevereiro de 1884 iniciou-se o trabalho para assentamento dos trilhos, o que levaria dois anos, até sua chegada em Merity (atual Duque de Caxias),</p>
<p>A estas ferrovias seguiram outras de menor importância, mas que faziam ligações com ramais auxiliares e complementares às linhas principais. Elas surgiram em um momento que a baixada não possuía estradas, apenas alguns caminhos carroçáveis que em tempos de chuvas eram intransitáveis. O meio de transporte comum era no lombo dos animais ou ainda através dos rios. A locomotiva passou a ser a melhor opção não só de passageiros mas também para o transporte de mercadorias.</p>
<p>A população cansada dos naturais isolamentos, das doenças ribeirinhas começa a mudar-se para as margens das ferrovias, em principal nas paradas dos trens – onde se tinha água e lenha que serviam como fonte de energia para a locomotiva. Nestas paradas surgiam pequenas atividades de comércio, cortadores de lenha, carvoeiros e homens de serviços em geral. O crescimento rápido desta população fez destas paradas importantes estações que serão embriões dos futuros distritos de Nova Iguaçu, como Nilópolis, Queimados, Japeri, Merity, Belford Roxo, Pilar, Xerém e Estrela.</p>
<p>O assoreamento dos rios causado pelo desmatamento, as febres palustres e o fim da escravidão apressaram a decadência econômica da Baixada, o que levou a população em busca do Rio de Janeiro ou outras áreas produtoras para sobrevivência.</p>
<p>A expansão urbana neste século deu-se com a expansão das ferrovias. A venda de terras, outrora fazendas, retalhadas em lotes e vendidas a preços baixos para a moradia ou transformadas em sítios para o plantio de laranjais, estimulados pelos governos bem como a valorização no mercado mundial. Pelos diversos distritos de Nova Iguaçu cultivaram-se laranjais que ocuparam os morros e as colinas, fazendo a riqueza dos chamados capitalistas da laranja.</p>
<p>As oscilações do mercado mundial com as guerras, as técnicas impróprias para o cultivo e a valorização de terras para fins urbanos após o saneamento, formaram a decadência da citricultura nesta região, dando lugar às “cidades dormitórios” de uma população laboriosa que se deslocavam para o Rio de Janeiro, diariamente, em busca do mercado de trabalho.</p>
<p>O processo desenvolvimentista inaugurado com a revolução de 1930, a capitalização do campo, a seca no nordeste, a saída em massa do campo e a crise no sistema de parceria levaram ao êxodo rural. O inchaço populacional nos grandes centros urbanos e a exploração imobiliária pelo aumento constante do metro quadrado do solo na capital, acaba empurrando grandes contingentes populacionais, para estas históricas terras.</p>
<p>As fazendas fracionadas em sítios e chácaras com seus imensos laranjais e horti-fruti-granjeiros, transformam-se em áreas de loteamentos, de grilagem e ocupações irregulares. Freguesias viram Distritos e estes em municípios. A Estação de Merity, com seu povoado em volta, vira o 8º Distrito em 1931 com o nome de Caxias e São Matheus vira 7º Distrito com o nome de Nilópolis, todos desmembrados de Meriti, que pertencia a Nova Iguaçu. Após o regime de exceção, na esteira do populismo, o 8º Distrito emancipa-se ganhando status de Município, levando consigo São João de Meriti, que é transformado em seu 2º Distrito. São João de Meriti, não se conforma e em 1947, emancipa-se de Duque de Caxias e, na mesma lei, Nilópolis de Nova Iguaçu.</p>
<p>Envolvida com enormes conflitos ambientais, graças a um crescimento urbano pouco planejado, onde temos bairros residenciais convivendo com industrias de grande potencial poluidor, não só nos rios, com seus despejos in natura em águas que deságuam na Baia da Guanabara, como na atmosfera, agravada por sua posição geográfica entre o mar e a serra, dificultando ainda mais a dispersão de poluentes como o monóxido de carbono gerado de veículos automotores.</p>
<p>Entretanto, entre a degradação dos manguesais e o abandono dos nossos sítios históricos e arqueológicos, vamos encontrar ainda uma flora exuberante alimentando a bio-diversidade de nossa região.</p>
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