<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>BaixadaPédia &#187; Japeri</title>
	<atom:link href="http://baixadafluminense.info/editorias/japeri/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://baixadafluminense.info</link>
	<description>Só mais um blog do WordPress</description>
	<lastBuildDate>Thu, 18 Feb 2010 03:04:30 +0000</lastBuildDate>
	<generator>http://wordpress.org/?v=2.9.1</generator>
	<language>en</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
			<item>
		<title>Centro (Japeri)</title>
		<link>http://baixadafluminense.info/japeri/centro-japeri/</link>
		<comments>http://baixadafluminense.info/japeri/centro-japeri/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 20:08:33 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Japeri]]></category>
		<category><![CDATA[bairros-japeri]]></category>
		<category><![CDATA[centro]]></category>
		<category><![CDATA[edson passos]]></category>
		<category><![CDATA[Mesquita]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.baixadafluminense.info/?p=299</guid>
		<description><![CDATA[O Centro é um bairro do município de Japeri, sendo o local onde está situada a sede da cidade. Lá está localizada a Estação Japeri, terminal de um dos ramais dos trenus urbanos da Supervia.
]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O <strong>Centro</strong> é um bairro do município de Japeri, sendo o local onde está situada a sede da cidade. Lá está localizada a <em>Estação Japeri</em>, terminal de um dos ramais dos trenus urbanos da Supervia.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://baixadafluminense.info/japeri/centro-japeri/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Japeri</title>
		<link>http://baixadafluminense.info/japeri/japeri/</link>
		<comments>http://baixadafluminense.info/japeri/japeri/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 25 Sep 2009 20:00:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Japeri]]></category>
		<category><![CDATA[miguel pereira]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Iguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Paracambi]]></category>
		<category><![CDATA[Queimados]]></category>
		<category><![CDATA[Seropédica]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.baixadafluminense.info/?p=295</guid>
		<description><![CDATA[Japeri é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º38&#8242;35&#8243; de latitude sul e 43º39&#8242;12&#8243; de longitude oeste, a 30 metros de altitude. A população verificada na contagem de 2008 foi de 100.055 habitantes.[2] Pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
Ocupa uma área de 82,954 km², limitada pelos municípios de [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Japeri</strong> é um município brasileiro do estado do Rio de Janeiro. Localiza-se a 22º38&#8242;35&#8243; de latitude sul e 43º39&#8242;12&#8243; de longitude oeste, a 30 metros de altitude. A população verificada na contagem de 2008 foi de 100.055 habitantes.[2] Pertence à Região Metropolitana do Rio de Janeiro.</p>
<p>Ocupa uma área de 82,954 km², limitada pelos municípios de Paracambi, Seropédica, Queimados, Miguel Pereira e Nova Iguaçu.</p>
<p>É conhecido, principalmente, por estar localizado próximo à última estação do maior ramal da Estrada de Ferro Central do Brasil, cuja imagem já foi estampa de selos no Brasil. A construção data de 1858 e foi incorporada à Estrada de Ferro Central do Brasil em 1903. Foi a primeira parada das composições para São Paulo (entre elas o &#8220;Trem de Prata&#8221;). Um raio destruiu parte do prédio histórico, nos meados dos anos 1980.</p>
<p>Banhado pelos rios Guandu, Santana, Rio dos Poços, Rio D&#8217;Ouro, Santo Antônio, Ribeirão das Lages e São Pedro, é cortado pela RJ-125, chamada &#8220;Rodovia Ary Schiavo&#8221; a partir de 9 de fevereiro de 1993, segundo a Lei nº 2069.</p>
<h3><span id="Pol.C3.ADtica">Política</span></h3>
<p>Na figura do 6º distrito de Nova Iguaçu, Japeri emancipou-se daquela cidade em 30 de junho de 1991, através de plebiscito estabelecido anteriormente pela Constituição Estadual de 1988. Desde então, a localidade tem experimentado os desafios da autonomia política. Os prefeitos e as legislaturas que governaram o município não conseguiram barrar o crescimento desordenado, prevalecendo ainda problemas com trânsito, transporte, água e esgoto, habitação, e principalmente educação[necessita de fontes]. Moradores apontam como causa principal dos problemas locais a inépcia para o interesse público e a corrupção.</p>
<h3><span id="Economia" class="mw-headline">Economia</span></h3>
<p>Hoje o município dispõe de crescente número de lojas comerciais e serviços importantes, como comércio, bancos, telecomunicações, e apresenta aptidão para o lazer. Nas proximidades de Engenheiro Pedreira encontra-se o primeiro campo de golfe público do país, abonado pela FGERJ – Federação de Golfe do Estado do Rio de Janeiro. Conta com uma pista de vôo-livre, no Pico da Coragem, e diversas opções de &#8220;eco-lazer&#8221; como trilhas e cachoeiras. A atividade industrial tem aparecido no município, nos últimos anos, graças às políticas públicas de incentivo, que levaram em conta a permissão de desgaste social e ambiental, a renúncia fiscal e a participação estatal.Há indícios de ilícitos em diversos empreendimentos, cujos exemplos mais notáveis são as instalações de Casa Granado.</p>
<h3><span id="Educa.C3.A7.C3.A3o" class="mw-headline">Educação</span></h3>
<p>Há escolas de ensino fundamental e médio, públicas e particulares, porém nenhum campus universitário. O setor educacional, assim como em todo o Estado, tem apresentado resultados negativos em suas finalidades. Há relatos de alunos que chegam ao Ensino Médio sem saber ler e escrever corretamente. O IDH, índice das Nações Unidas que mensura o status quo social, aponta para uma grave defasagem do sistema educacional, uma vez que o município tem posição privilegiada, dentro da metrópole brasileira.[5] Especialistas afirmam que daí decorrem os problemas de saúde, habitação, violência, e cidadania.</p>
<h2><span id="Transporte" class="mw-headline">Transporte</span></h2>
<p><strong> Operadoras</strong></p>
<ul>
<li>1858 &#8211; 1889: Estrada de Ferro Dom Pedro II</li>
<li>1889 &#8211; 1975: Estrada de Ferro Central do Brasil;</li>
<li>1975 &#8211; 1996: RFFSA Rede Ferroviária Federal S/A;</li>
<li>1996 &#8211; Atual: Supervia.</li>
<li>Nome original: Estação de Belém.</li>
<li>Inauguração: 8 de novembro de 1858.</li>
<li>Trânsito: Paracambi &#8211; Engenheiro Pedreira.</li>
<li>Distância da Capital: 61,749 km.</li>
<li>Situação: Operante.</li>
</ul>
<h2><span id="Cultura" class="mw-headline">Cultura</span></h2>
<p><strong>Feriados municipais</strong></p>
<p>Os feriados municipais ocorrem em 30 de junho (aniversário da cidade) e 8 de dezembro Nossa Senhora da Conceição (Padroeira da cidade ).</p>
<div id="_mcePaste" style="overflow: hidden; position: absolute; left: -10000px; top: 0px; width: 1px; height: 1px;">Na figura do 6º distrito de <a title="Nova Iguaçu" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Nova_Igua%C3%A7u">Nova Iguaçu</a>, Japeri emancipou-se daquela cidade em <a title="30 de junho" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/30_de_junho">30 de junho</a> de <a title="1991" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1991">1991</a>, através de <a title="Plebiscito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Plebiscito">plebiscito</a> estabelecido anteriormente pela <a title="Constituição" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o">Constituição</a> Estadual de <a title="1988" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/1988">1988</a>. Desde então, a localidade tem experimentado os desafios da autonomia política. Os prefeitos e as legislaturas que governaram o município não conseguiram barrar o crescimento desordenado, prevalecendo ainda problemas com <a title="Trânsito" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Tr%C3%A2nsito">trânsito</a>, <a title="Transporte" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Transporte">transporte</a>, <a title="Água" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/%C3%81gua">água</a> e <a class="mw-redirect" title="Esgoto" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Esgoto">esgoto</a>, <a title="Habitação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Habita%C3%A7%C3%A3o">habitação</a>, e principalmente <a title="Educação" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Educa%C3%A7%C3%A3o">educação</a><sup>[<em>necessita de fontes</em>]</sup>. Moradores apontam como causa principal dos problemas locais a inépcia para o interesse público e a <a title="Corrupção" href="http://pt.wikipedia.org/wiki/Corrup%C3%A7%C3%A3o">corrupção</a>.</div>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://baixadafluminense.info/japeri/japeri/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
		<item>
		<title>Baixada Fluminense</title>
		<link>http://baixadafluminense.info/artigos/baixada-fluminense/</link>
		<comments>http://baixadafluminense.info/artigos/baixada-fluminense/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 11 Sep 2009 20:22:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[Artigos]]></category>
		<category><![CDATA[Belford Roxo]]></category>
		<category><![CDATA[Duque de Caxias]]></category>
		<category><![CDATA[Guapimirim]]></category>
		<category><![CDATA[Japeri]]></category>
		<category><![CDATA[Magé]]></category>
		<category><![CDATA[Mesquita]]></category>
		<category><![CDATA[Nilópolis]]></category>
		<category><![CDATA[Nova Iguaçu]]></category>
		<category><![CDATA[Paracambi]]></category>
		<category><![CDATA[Queimados]]></category>
		<category><![CDATA[Seropédica]]></category>
		<category><![CDATA[São João de Meriti]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://www.baixadafluminense.info/?p=135</guid>
		<description><![CDATA[A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro (Brasil) que engloba desde a área da Baía da Ilha Grande até Campos dos Goytacazes, no limite com o Espírito Santo.
A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as [...]]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A Baixada Fluminense é uma região do estado do Rio de Janeiro (Brasil) que engloba desde a área da Baía da Ilha Grande até Campos dos Goytacazes, no limite com o Espírito Santo.</p>
<p>A Baixada Fluminense acompanha todo o litoral e ocupa cerca de metade da superfície do estado. Apresenta largura variável, bastante estreita entre as baías da Ilha Grande e de Sepetiba, alargando-se progressivamente no sentido leste, até o rio Macacu. Nesse trecho, no município da capital fluminense, erguem-se os maciços da Tijuca e da Pedra Branca, que atingem altitudes um pouco superiores a 1.000 metros. Da baía da Guanabara até Cabo Frio, a baixada volta a estreitar-se uma sucessão de pequenas elevações, de 200 a 500 metros de altura, os chamados &#8220;maciços litorâneos fluminenses&#8221;. A partir de Cabo Frio, alarga-se novamente, alcançando suas extensões máximas no delta do rio Paraíba do Sul.</p>
<p>Concentra grande parte da população (cerca de 4/5) e do Produto Interno Bruto do estado do Rio de Janeiro).</p>
<h3>Formação política</h3>
<p>Atualmente, refere-se principalmente a antiga região da &#8220;Baixada da Guanabara&#8221;, cuja denominação caiu em desuso ainda no século XIX e engloba desde de Itaguaí até área do entorno da Baía de Guanabara (excluindo-se a região de Niterói-São Gonçalo), reunindo municípios com características sócio-culturais em comum.</p>
<p>Das regiões em que costuma ser dividido o Estado do Rio de Janeiro, é a segunda mais populosa, com <strong>mais de três milhões de habitantes</strong>, só sendo superada pela capital.</p>
<p>Quanto aos municípios que a compõem, há unanimidade com relação a Duque de Caxias, Nova Iguaçu, São João de Meriti, Nilópolis, Belford Roxo, Queimados e Mesquita, todos ao norte da cidade do Rio de Janeiro. Alguns estudiosos também incluem Magé e Guapimirim (a leste), Japeri, Paracambi, Seropédica e Itaguaí (a oeste e noroeste).</p>
<h3>História &#8211; Um breve resumo</h3>
<p>Com a fundação da Cidade do Rio de Janeiro, o interior do estado começou a ser explorado, quando então surgem os engenhos de açúcar, igrejas e povoados. Neste cenário, os rios da região são fundamentais, concentrando as ocupações e trazendo os Tropeiros e toda a movimentação de mercadorias para a capital.</p>
<p>Baseada no açúcar e os engenhos, a Baixada impulsiona o crescimento da capital nos anos de 1700.</p>
<p>A Baixada Fluminense conheceu um certo desenvolvimento a partir do ciclo de mineração no Brasil, no século XVIII, quando foi importante corredor de escoamento do ouro de Minas Gerais. Mais tarde, já no século XIX, foi uma das primeiras regiões de plantio do café no Brasil.</p>
<p>Outro grande impulso econômico se deu com a criação da Estrada de Ferro Dom Pedro II (atual E.F. Central do Brasil), já no Segundo Reinado (1840-1889), o que esvaziou as rotas tradicionais pelos rios e caminhos da região, mas faz surgir novas vilas e povoados, que hoje formam as principais cidades dessa região.</p>
<p>No início do século XX, a Baixada Fluminense começou a receber obras de drenagem, de forma a habilitá-la para receber a grande leva de migrantes vindos de outros cantos do país em busca de melhores condições de vida na então capital federal, a cidade do Rio de Janeiro, bem como diminuir os graves problemas de saúde, marcadamente os surtos de malária que assolavam a região. Na segunda metade deste mesmo século, ficou consolidada sua imagem como uma região de grandes problemas sociais e de violência urbana, que perdura até hoje.</p>
<h3>A História da Baixada Fluminense</h3>
<p><em>Extraído do IPAHB</em></p>
<p>Após a expulsão dos Franceses e o conseqüente aniquilamento dos índios Tupinambás, é fundada em 1565 a Cidade do Rio de Janeiro. Iniciava a partir desta data a distribuição de sesmarias em todo o recôncavo da Baía de Guanabara. Liberada a terra dos perigos que poderiam oferecer as comunidades indígenas, é dado início à penetração no seu interior através de seus principais rios. Nascia no seu entorno dezenas de engenhos de açúcar, construções de igrejas e pequenas povoações, muitas delas origem dos municípios de hoje.</p>
<p>As bacias dos rios Meriti, Sarapui, Iguaçu, Inhomirim, Estrela e Magé foram as primeiras a serem ocupadas. Em suas margens nascem os portos de embarque. Bastante movimentados com a presença de tropeiros e de embarcações que subiam e desciam levando mercadorias da Europa para os engenhos e destes com seus produtos para a cidade do Rio de Janeiro, além dos excedentes para o Reino. Os próprios portos eram transformados em importantes celeiros.</p>
<p>Os Engenhos de Cristóvão Barros em Magé no ano de 1567 e o de Salvador Correia de Sá na ilha do Governador, foram os primeiros a fumegar no atual território fluminense, após o fracasso da Capitania de São Tomé, de Pêro de Góis, com as suas fábricas de açúcar da Vila da Rainha e das margens do Itabapoana. Em 1584, menciona Anchieta “muitas fazendas pela baía dentro” e no ano seguinte diz ele ser a “terra rica, abastada de dados e farinhas e outros mantimentos, tem três engenhos&#8230;”</p>
<p>No século XVII o número de engenhos rapidamente crescia e o açúcar iria absorver quase toda a iniciativa dos fazendeiros do recôncavo da Guanabara. Cerca de 120 engenhos são levantados em torno da baía, e é o açúcar do recôncavo que vai afinal, como nos demais portos primitivos, erguer a economia da noviça cidade Rio de Janeiro. É também o açúcar o grande impulsionador do índice demográfico com a crescente entrada de africanos para as lavouras.</p>
<p>A paisagem natural vai deste modo modificando-se, fazendo aparecer os primeiros clarões nas florestas, não longe da entrada da baía começa a projetar toda uma população agrícola sobre os enflorestados morros do recôncavo e os intermináveis pântanos e alagadiços marginais.</p>
<p>O marco inicial da colonização no Vale do Rio Iguaçu foi a fazenda São Bento, teve sua origem nas terras doadas pela Marquesa Ferreira ao mosteiro de São Bento em 1596. Esta herdeira era viúva de Cristóvão Monteiro, primeiro proprietário das sesmarias ofertadas por Estácio de Sá no ano de 1565 em terras hoje pertencentes à cidade de Duque de Caxias.</p>
<p>Nesse local, os monges Beneditinos fizeram erguer inicialmente uma capela dedicada a Nossa Senhora das Candeias. No século XVIII, as terras passaram para as mãos da irmandade de N. Sra. do Rosário dos Homens Pretos.</p>
<p>Era também sede de grande fazenda de São Bento, cuja atividade econômica baseava-se na produção de farinha de mandioca e na fabricação de tijolos.</p>
<p>Esta penetração teve início também com a fundação das primeiras igrejas e capelas. Uma das regiões logo de começo exploradas foi a das bacias do Meriti, do Sarapui e do Iguaçu.</p>
<p>É improvável, no entanto de fácil compreensão, que os primeiros núcleos de povoação não surgiram em torno de uma atividade puramente econômica, o colonizador era um homem extremamente devoto, ou quando não, demonstrava a sua religiosidade como forma de justificar o aquinhoamento de longas extensões de terras em nome da fé católica.</p>
<p>A presença das capelas e igrejas numa determinada região, demonstrava a importância que aquele território representava perante o poder secular e o poder eclesiástico. Essa célula inicialmente embrionária daria o surgimento de uma aldeia, uma freguesia, uma vila e mais tarde uma cidade.</p>
<p>Meriti assim teve as seguintes capelas descritas por Pizarro: a de São João Baptista, fundada pelos moradores de Trairaponga em 1645, em local desconhecido. Esta Capela funcionou como Matriz até o ano de 1660. Com o crescimento de uma vila próximo ao Rio Meriti (atualmente centro da Pavuna e do Município de Meriti), mandou-se construir em 1660 uma outra de pedra e cal (na Pavuna), transferindo inclusive a pia batismal, o que demonstraria a importância que este sítio assumia junto ao porto da Pavuna, que naquele momento já contava com uma grande quantidade portos, que escoavam a produção agrícola como o milho, a mandioca, o feijão, o arroz, legumes, o açúcar e a aguardente e ao mesmo tempo recebia os produtos importados, já que a localidade da Pavuna e Meriti, além de serem portos fluviais era também o melhor ponto onde se entrava na Baixada pelos caminhos de terra firme, assim funcionava na localidade da Pavuna e do Meriti um verdadeiro entreposto comercial com toda a infra-estrutura com armazéns, trapiches, vendas e hospedarias. Por aqui passaram as pedras, azulejos, santos, móveis, pratarias, e outras quinquilharias que serviriam para ornamentar igrejas e fazendas que se construíram nas freguesias de Meriti e Jacutinga.</p>
<p>O ciclo do ouro ocorrido no interior do Brasil, traria importância para a ampliação dos caminhos da baixada. Após o abandono do Caminho dos Guaianazes que partia de Parati, abriu-se um novo caminho através da Baixada com ligação direta entre o Rio de Janeiro e as Minas, era o Caminho Novo de Garcia Paes em 1704 – passando por Xerém, Pilar e descendo o Rio Iguassú até o Rio de Janeiro.</p>
<p>Em 1724 abriu-se outro por Bernardo Soares de Proença, descendo a Serra de Estrela, atingia o Rio Inhomirim e o Estrela, onde existia o porto e indo em direção do Rio de Janeiro. Formando ai um importante Arraial que se transformou em Vila em 20 de Julho de 1846. A Vila da Estrela foi próspera, por ela passou a maior parte do ouro produzido na região das gerais, era o ponto final do caminho que durante mais de século recebia todos que se dirigiam ao interior.</p>
<p>Pelas águas do Rio Iguassú desceram a produção de café do vale do Rio Paraíba do Sul, atravessando a Baía em direção a cidade do Rio de Janeiro. Seu porto com uma dezena de armazéns em sua volta, atraiu para a localidade um grande contingente populacional, que se dedicaram nas mais diversas atividades de serviços, o arraial cresceu e virou vila em 15 de Janeiro de 1833. Era a mais próspera das Vilas Fluminenses, possuidora de todos os Órgãos Públicos.</p>
<p>O café foi plantado também nas encostas da serra do mar em Iguassú no século XIX, gerou tanta riqueza que promoveu a abertura em 1822 pela Real Junta do Comércio uma nova estrada a do &#8220;Comércio&#8221;, ligando-se também a outra posteriormente construída a estrada da polícia que passava por Belém, dirigindo- se ao Rio Preto, este caminho passou a denominar-se &#8220;Caminho do Comércio”, porém, só a partir de 1837 começaram os estudos para o seu calçamento, cujo trabalho ficou sob responsabilidade do coronel de engenheiros, Conrado Jacob de Niemeyer.</p>
<p>Na primeira metade do século XIX o mundo conhecia a segunda fase da revolução industrial &#8211; a dos transportes. A grande novidade era o barco a vapor e a locomotiva sobre trilhos. No Brasil, Irineu Evangelista de Souza, o Barão de Mauá, lançava com o apoio de capitais privados, a primeira ferrovia ligando o Porto Mauá – depois Estação da Guia de Pacopaíba à Fragoso e Inhomirim no pé da serra da Estrela, num percurso de 15,5 km.</p>
<p>Esta inauguração lançou as bases de uma grande transformação que se operaria ao longo da 2ª metade do século XIX, mudando completamente a configuração da geografia urbana da baixada. A ferrovia num movimento retilíneo rasgou a baixada, diferentemente do caminho seguido pelos rios em meandros. Para a construção das ferrovias aterraram-se pântanos e brejos e desmatou florestas, de forma que a natureza sofreu grandes agressões.</p>
<p>No entanto, as grandes transformações ocorreram no processo de ocupação humana. A primeira linha de construção foi em direção à região produtora de café. A Estrada de Ferro Pedro II (hoje Central do Brasil), chegou às cidades das encostas da serra do Gericinó e sul da serra do Mar em 1858 juntamente com Maxambomba (atual Nova Iguaçu), Queimados e Japeri.</p>
<p>Em 1876 com o objetivo de captar água para a cidade do Rio de Janeiro foi construída a estrada de Ferro Rio D’Ouro, à medida que avançava ia transportando os tubos de ferro e demais materiais completando as obras de construção das redes de abastecimento d’água. No entanto, foi somente em 1883 ainda em caráter provisório que começaram a circular os primeiros trens de passageiros que partiam do Caju em direção à represa Rio D’Ouro. Mais tarde esta ferrovia foi dividida em três sub-ramais: Ramal de São Pedro, hoje Jaceruba; ramal de Tinguá, que se iniciava em Cava (Estação José Bulhões); e o ramal de Xerém, partindo de Belford Roxo.</p>
<p>Em 23 de abril de 1886 é inaugurada a Estrada de Ferro Leopoldina Railway, concessionária da The Rio de Janeiro Northern Railway Company – era a primeira concessão para uma estrada de Ferro que, partindo diretamente da cidade do Rio de Janeiro, alcançava a região serrana de Petrópolis.</p>
<p>A 28 de fevereiro de 1884 iniciou-se o trabalho para assentamento dos trilhos, o que levaria dois anos, até sua chegada em Merity (atual Duque de Caxias),</p>
<p>A estas ferrovias seguiram outras de menor importância, mas que faziam ligações com ramais auxiliares e complementares às linhas principais. Elas surgiram em um momento que a baixada não possuía estradas, apenas alguns caminhos carroçáveis que em tempos de chuvas eram intransitáveis. O meio de transporte comum era no lombo dos animais ou ainda através dos rios. A locomotiva passou a ser a melhor opção não só de passageiros mas também para o transporte de mercadorias.</p>
<p>A população cansada dos naturais isolamentos, das doenças ribeirinhas começa a mudar-se para as margens das ferrovias, em principal nas paradas dos trens – onde se tinha água e lenha que serviam como fonte de energia para a locomotiva. Nestas paradas surgiam pequenas atividades de comércio, cortadores de lenha, carvoeiros e homens de serviços em geral. O crescimento rápido desta população fez destas paradas importantes estações que serão embriões dos futuros distritos de Nova Iguaçu, como Nilópolis, Queimados, Japeri, Merity, Belford Roxo, Pilar, Xerém e Estrela.</p>
<p>O assoreamento dos rios causado pelo desmatamento, as febres palustres e o fim da escravidão apressaram a decadência econômica da Baixada, o que levou a população em busca do Rio de Janeiro ou outras áreas produtoras para sobrevivência.</p>
<p>A expansão urbana neste século deu-se com a expansão das ferrovias. A venda de terras, outrora fazendas, retalhadas em lotes e vendidas a preços baixos para a moradia ou transformadas em sítios para o plantio de laranjais, estimulados pelos governos bem como a valorização no mercado mundial. Pelos diversos distritos de Nova Iguaçu cultivaram-se laranjais que ocuparam os morros e as colinas, fazendo a riqueza dos chamados capitalistas da laranja.</p>
<p>As oscilações do mercado mundial com as guerras, as técnicas impróprias para o cultivo e a valorização de terras para fins urbanos após o saneamento, formaram a decadência da citricultura nesta região, dando lugar às “cidades dormitórios” de uma população laboriosa que se deslocavam para o Rio de Janeiro, diariamente, em busca do mercado de trabalho.</p>
<p>O processo desenvolvimentista inaugurado com a revolução de 1930, a capitalização do campo, a seca no nordeste, a saída em massa do campo e a crise no sistema de parceria levaram ao êxodo rural. O inchaço populacional nos grandes centros urbanos e a exploração imobiliária pelo aumento constante do metro quadrado do solo na capital, acaba empurrando grandes contingentes populacionais, para estas históricas terras.</p>
<p>As fazendas fracionadas em sítios e chácaras com seus imensos laranjais e horti-fruti-granjeiros, transformam-se em áreas de loteamentos, de grilagem e ocupações irregulares. Freguesias viram Distritos e estes em municípios. A Estação de Merity, com seu povoado em volta, vira o 8º Distrito em 1931 com o nome de Caxias e São Matheus vira 7º Distrito com o nome de Nilópolis, todos desmembrados de Meriti, que pertencia a Nova Iguaçu. Após o regime de exceção, na esteira do populismo, o 8º Distrito emancipa-se ganhando status de Município, levando consigo São João de Meriti, que é transformado em seu 2º Distrito. São João de Meriti, não se conforma e em 1947, emancipa-se de Duque de Caxias e, na mesma lei, Nilópolis de Nova Iguaçu.</p>
<p>Envolvida com enormes conflitos ambientais, graças a um crescimento urbano pouco planejado, onde temos bairros residenciais convivendo com industrias de grande potencial poluidor, não só nos rios, com seus despejos in natura em águas que deságuam na Baia da Guanabara, como na atmosfera, agravada por sua posição geográfica entre o mar e a serra, dificultando ainda mais a dispersão de poluentes como o monóxido de carbono gerado de veículos automotores.</p>
<p>Entretanto, entre a degradação dos manguesais e o abandono dos nossos sítios históricos e arqueológicos, vamos encontrar ainda uma flora exuberante alimentando a bio-diversidade de nossa região.</p>
]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://baixadafluminense.info/artigos/baixada-fluminense/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
		</item>
	</channel>
</rss>
