Publicado em 13/10/2009, 2:44 pm
Foto: Paulo Roberto Rodrigues
Grande Rio Bréscia Clube é uma agremiação esportiva da cidade de Magé, no estado do Rio de Janeiro, fundada a 1 de maio de 1982.
HistóriaSurge inicialmente como Associação Desportiva Grande Rio. Os sócios da agremiação se dividiram em 1999. Ênio Faria, um dos investidores, daria origem ao Clube de Futebol Rio de Janeiro, clube filiado à FFERJ, sediado em Piabetá, que disputa todas as competições de base e já está se profissionalizando. De outro lado, Nilson Gonçalves e alguns outros sócios preferiram dar seqüência ao trabalho que já era feito pelo Grande Rio.
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No mesmo ano tiveram inÃcio os contatos com dirigentes do Brescia Calcio, hoje na segunda divisão da Itália. As conversas evoluÃram e proporcionariam um interessante convênio. O clube europeu enviaria material esportivo, forneceria apoio logÃstico e daria a sua chancela para a abertura de escolinhas, além de permitir o uso de sua marca. Em contrapartida, o clube brasileiro enviaria cinco atletas por temporada para prolongados perÃodos de testes que variavam de trinta a noventa dias. Aprovados, os jogadores seriam admitidos no clube. A proposta sedutora foi aceita e funcionou como ponto de partida para a profissionalização do Grande Rio, que adotaria novo nome já na temporada seguinte: Grande Rio Brescia Clube Ltda.
O convênio garantiu tranqüilidade e fartura ao Grande Rio durante o perÃodo de vigência, que teve fim em 2005 e não foi renovado por conta de mudanças administrativas no comando do clube europeu. Nada faltou ao time de Magé neste perÃodo. Da última vez, em 2005, a Receita Federal apreendeu tudo, achando que eram produtos contrabandeados, havendo a necessidade dos dirigentes argumentarem o contrário e tentarem reaver tudo.
Hoje, mesmo encerrada a parceria, o clube ainda tem autorização para utilizar nome, escudo e uniforme do ex-parceiro. O que terminou foi o conjunto de responsabilidades mútuas que o convênio exigia, e que era separado do acordo de utilização das marcas, mas as relações entre os dirigentes das duas equipes ainda seriam boas.
As relações polÃticas e a falta de recursos criaram um problema de identidade ao Brescia, que não tem uma praça de esportes própria e manda partidas em diversos lugares a cada temporada. Em 2007, jogou no Estádio Luso-brasileiro, na Ilha do Governador, e no Estádio do Trabalhador, em Resende. No ano anterior, um convênio com o Centro Real levaria o time a jogar em Porto Real, cidade do Sul Fluminense. Em 2008, jogou as partidas em que deteve o mando de campo no CT Romário Faria, em Duque de Caxias.
Até mesmo o uniforme do clube causa confusão. No campeonato de 2008, o clube ia a campo com a camisa oficial do Brescia Calcio, hoje na segunda divisão do futebol italiano. Posteriormente, patrocinado pela montadora Peugeot Citröen, utilizou um uniforme azul sem escudo que identificasse a equipe.
Em 2009, para a disputa do Campeonato Estadual da Segunda Divisão de Profissionais, o Bréscia passa a mandar os seus jogos em Queimados, no estádio Manoel dos Reis, do Queimados Futebol Clube, de acordo com uma parceria fechada com a prefeitura local. A cidade de Queimados, na Baixada Fluminense, será a nova casa do Grande Rio Bréscia Clube para a disputa do Campeonato Estadual da Série B. O clube terá o apoio da prefeitura e de outro antigo clube da cidade que chegou a ter equipes profissionais no inÃcio da década: o Queimados Futebol Clube.
Por conta do convênio, o Bréscia faz uma alteração no seu contrato social para jogar com a nova denominação: Queimados Futebol Clube. O clube manda suas partidas no Queimadão e adota o preto e o branco do Queimados como suas cores. Recebe no mesmo ano diversos jogadores do Duque de Caxias Futebol Clube, que não seriam aproveitados no Campeonato Brasileiro da Série B. Tal medida deve ter desmotivado os atletas, pois o clube faz péssima campanha no Carioca da Segunda Divisão.
Ainda na primeira fase do campeonato, a FFERJ invalida a nova nomenclatura, e a parceria com Queimados é desfeita. O clube volta a se chamar Bréscia e a usar o antigo uniforme. A campanha no campeonato da Segunda Divisão é bastante fraca e o clube acaba tendo que disputar uma espécie de torneio da morte para escapar do rebaixamento. Contudo, a agremiação desiste da disputa e, automaticamente, está rebaixada à Terceira Divisão de 2010. É presidido por NÃlson Gonçalves, que também faz parte da diretoria do Duque de Caxias Futebol Clube, sendo portanto aliadas as duas agremiações.
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