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Rodovia Washington Luiz

Publicado em 20/10/2009, 6:30 am

A BR-040 é uma rodovia federal radial do Brasil,. Seu ponto inicial fica na cidade de Brasília (DF), e o final, no Rio de Janeiro (RJ). Passa pelo Distrito Federal e pelos Estados de Goiás, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

Foto: Alberto

Foto: Alberto

Seu nome é em homenagem a Washington Luís Pereira de Sousa (1869-1957), presidente do Brasil pelo Partido Republicano Paulista e famoso pela frase “governar é construir rodovias” e que a construiu quando presidente da república.

Serve, dentre outras, as seguintes cidades:

Brasília (DF)

Valparaíso de Goiás (GO)

Luziânia (GO)

Cristalina(GO)

Paracatu (MG)

Três Marias (MG)

Sete Lagoas (MG)

Belo Horizonte (MG)

Conselheiro Lafaiete (MG)

Barbacena (MG)

Santos Dumont (MG)

Juiz de Fora (MG)

Três Rios (RJ)

Petrópolis (RJ)

Rio de Janeiro (RJ)

Sua extensão é de 1178,7 quilômetros.

A atual BR-040 foi efetivada pelo Plano Nacional de Viação em 1973. A redação inicial do Plano, em 1964, estabelecia a rodovia entre Brasília e São João da Barra (RJ). Com a revisão, o trecho entre Belo Horizonte e São João da Barra passou a fazer parte da BR-356, sendo incluído na BR-040 o trecho até o Rio de Janeiro, inicialmente parte da BR-135.

Antes de 1964, o trecho entre Rio de Janeiro e Belo Horizonte era denominado BR-3.

Dois trechos da BR-040 têm grande importância na história das rodovias brasileiras. O trecho entre Petrópolis e Juiz de Fora compreendia a Estrada União e Indústria, a primeira rodovia brasileira, inaugurada em 23 de junho de 1861 por Dom Pedro II. Este trecho foi substituído pela atual Rio-Juiz de Fora em 1980. O trecho Rio-Petrópolis, conhecido como Rodovia Washington Luís, foi inaugurado em 25 de agosto de 1928, pelo Presidente da República, Washington Luís, e tornou-se o primeiro asfaltado do Brasil em 1931 .

O trecho final da BR-040, entre Juiz de Fora e o Rio de Janeiro foi concedido à iniciativa privada, em 1996.

História da rodovia Washington Luís

BR-040/BR-050 próximo a Valparaíso de Goiás, na divisa com o Distrito FederalPelos idos de 1926, o presidente da República, Washington Luís, declarava à Nação que “governar é abrir estradas, num país em que, em 1927, tinha 93.682 automóveis e 38.075 caminhões. O Distrito Federal e o Estado do Rio de Janeiro somavam 13.252 automóveis e 5.452 caminhões.

A estrada Rio-Petrópolis constituiu-se numa das prioridades, notadamente pelo fato de a imprensa fazer pesadas críticas pelo abandono do caminho à Cidade Imperial. Não era para menos: as enxurradas de dois verões levaram a areia e o saibro de macadame da serra, enquanto a tabatinga da Baixada abria-se em sulcos intransitáveis. Um dos jornais comentava o retrocesso, naquela época em que as baratas, cupês e cabriolés voltavam a subir, a bordo dos vagões da Leopoldina.

A picareta, a pá, a enxada e as carrocinhas de burros eram os instrumentos de trabalho, numa fase de surto de malária na Baixada, sem esquecer o frio da serra de Petrópolis. Os operários ocupavam improvisados alojamentos no alto da montanha.

Com oito metros de largura de plataforma, a Rio-Petrópolis era inaugurada pelo presidente Washington Luís, em 25 de agosto de 1928, ao lado de seis ministros e de autoridades regionais. No dia seguinte, domingo, nada menos do que 1.783 carros passavam pela estrada, levando um cronista social a compará-la a uma Avenida Central, devido às enormes filas, vagarosas. Dois dias depois, numerosos caminhões assustavam os usuários, temerosos dos perigos das alturas. Três anos adiante, os 22 km da serra começavam a receber revestimentos de concreto. Três viadutos venceram as profundas grotas existentes, pela ousadia com que conduziram o concreto desfiladeiro abaixo.

A antiga Rio-Petrópolis foi considerada, por muito tempo, a melhor rodovia da América do Sul.

Na década de 1950s foi construída a Estrada do Contorno de Petrópolis, ligando Itaipava a Xerém, que passou a ser usada como pista de descida da serra. Atualmente, a antiga Washington Luiz serve como pista de subida da BR-040 até a entrada de Petrópolis (Quitandinha), onde se inicia a Rio-Juiz de Fora , e antes se entronca com a Rodovia Rio-Teresópolis.

O trecho Petrópolis-Juiz de Fora

Este trecho, concluído em 1980, substituiu a antiga Estrada União e Indústria, a primeira rodovia do Brasil, inaugurada em 1861. Suas obras tiveram início em 1975 e concluídas cinco anos depois, seguindo longo percurso em região montanhosa, plana, ondulada, com trechos de pista simples (7,20 m) e duplas (14,40 m), de largura. A maior parte do percurso é feito em pista dupla, sendo em pista simples o contorno de Juiz de Fora a partir de Matias Barbosa. Este último trecho teve suas obras de duplicação iniciadas em 2005e terminada em 2009indo a duplicação até a área de atuação da Concer no KM 773.

De Petrópolis a Juiz de Fora, a rodovia BR 040 corta sete municípios, num percurso de 138 quilômetros, com volume de tráfego de sete mil veículos/dia e menor índice de cargas, em relação a Rio-Bahia, segundo informação do DNIT.

Em 1º de março de 1996, o trecho entre Rio de Janeiro e Juiz de Fora foi privatizado pelo prazo de 25 anos, concedido à empresa Concer. Possui três praças de pedágio, duas em território fluminense – Km 104 (Duque de Caxias), Km 45 (Areal) e uma em Minas – Km 814 (Simão Pereira).

O trecho Juiz de Fora-Belo HorizonteTrecho da rodovia próximo à Lagoa dos Ingleses.O trecho, que possui 260 Km, corresponde aproximadamente ao traçado do Caminho Novo aberto no século XVIII. Na década de 1930 a estrada foi retificada e atingiu Belo Horizonte. Em 1 de fevereiro de 1957 foi inaugurada a pavimentação da então rodovia BR-3 pelo presidente Juscelino Kubitschek. Em 1982 a rodovia foi duplicada de Belo Horizonte até o trevo da BR-356 (para Ouro Preto) e alargada até Juiz de Fora, exceto trechos em pontes e viadutos, sendo que desde meados da década de 1990 diversos trechos estão sendo duplicados.

 

A rodovia, entre Juiz de Fora e Belo Horizonte, apresenta diversos pontos perigosos, tais como o Viaduto das Almas (Km 592), Curva do Sabão (Km 580), Curva do Ribeirão do Eixo (Km 588), Viaduto do Túnel (Km 756), entre outros. A parte da estrada mais perigosa são os 90 km ligam Conselheiro Lafaiete à capital.

A rodovia foi tema para Toni Tornado vencer, com BR-3, o Festival Internacional da Canção de 1970.

O trecho entre Juiz de Fora e Belo Horizonte chama-se Rodovia JK.

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